João Carlos Oliveira
Presidente
Bates Portugal
Hoje, tal como nos ultimos 25 anos, os grandes desafios que se colocam às SuperMarcas são praticamente os mesmos. E digo praticamente porque criar, alimentar ou gerir uma grande marca obedece a um conjunto de regras que são, e serão válidas enquanto o marketing e a comunicação não forem reinventados, há contudo uma realidade que nos últimos anos tem vindo a condicionar a gestão das SuperMarcas. As Marcas deixaram de ser entidades apenas económicas. Passaram a exercer uma influência social e politica relevante. Para o bem e para o mal.
A abertura do primeiro McDonalds na Russia teve um significado político, muito além do facto em si. Foi um sinal dos tempos, mas acima de tudo o triunfo de um sistema. As noticias dos Telejornais não foram sobre o negocio em si, nem tão pouco sobre os menus. Foram sobre o significado que tinha o facto de um icone da América se tinha imposto na pátria mãe do socialismo. Outras sociadades contudo desenvolveram mecanismos
de resposta a este avanço da América, reparem como não digo MacDonalds, criando colas alternativas, como aconteceu nos paises islâmicos.Por outro lado surge uma nova consciência social que condena grandes Marcas que utilizam trabalho infantil em paises subdesenvolvidos para produzirem os seus produtos, apesar disso significar preços mais baixos.
Nenhuma SuperMarca pode hoje ignorar os efeitos colaterais do significado social e político da forma como são geridas.
As Marcas que se esquecerem de tal não serão mais verdadeiras SuperBrands.